segunda-feira, janeiro 22, 2007

Matriz de rastreabilidade: um artefato obrigatório para atender ao modelo CMMI nível 2?

Enviei a resposta abaixo em uma discussão no grupo xprio acerca da questão da matriz de rastreabilidade. O ponto é interessante pois muitas pessoas acreditam que a matriz de rastreabilidade é algo obrigatório nos projetos da empresa para se obter uma avaliação CMMI nível 2. Abaixo há uma explicação de que isso não é correto:

Em teoria não existe obrigação de se ter uma matriz de rastreabilidade para atender ao modelo CMMI nível 2. Por que digo isso? Porque a realidade é que a única coisa que importa é você atender aos "goals" (metas) de cada PA do CMMI. As práticas específicas são um apoio para avaliar se você atendeu à meta. As subpráticas (e é só no nível das subpráticas que encontramos o item matriz de rastreabilidade) são apenas dicas de como podemos fazer para atingir a prática específica.

Se você tiver meios (por ferramentas ou de cabeça) de provar que consegue rastrear determinadas informações (lembrando que requisitos para o CMMI não são apenas requisitos de usuário, mas não me alongarei aqui) então você está atendendo a necessidade.

Vou dar um exemplo: muitas das ferramentas de issue tracking como JIRA, Mantis, etc já possuem funcionalidade que faz integração dos issues com o sistema de controle de versão. Quando você dá um commit no código pode colocar no comentário qual "issue" ( incidência ) está atendendo com aquelas alterações de código. Esse tipo de coisa atende plenamente o modelo ( a não ser que você pegue um avaliador CMMI que adore waterfall e matrizes explícitas ) sem a necessidade de se ter formalmente uma matriz de rastreabilidade numa planilha Excel ou qualquer coisa do gênero. Além disso você acaba atendendo a rastreabilidade com o planejamento, pois cada tarefa (que pode ser aberta pelos próprios desenvolvedores) estará na ferramenta de issue tracking e terá o relacionamento com os códigos-fonte alterados. Tudo isso sem ter que gastar tempo demasiado e "deixar de castigo" um pobre desenvolvedor para preparar uma matriz formal de rastreabilidade.

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2 Comentários:

At 3:48 PM, Anonymous Bruno Carlos disse...

Eu uso o subversion e o bugzilla, e uso o scmbug para ligar um ao outro. O resultado é que quando vou dar commit em um conjunto de arquivos, eu posso informar o número do bug no bugzilla.

Isso serve como matriz de rastreabilidade?

 
At 3:50 PM, Blogger José Paulo Papo disse...

Olá Bruno,

Não é uma matriz de rastreabilidade (pois a matriz seria uma tabela mesmo!) mas o seu sistema serve para atender a noção de rastreabilidade bidirecional entre requisitos e código-fonte

 

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