quinta-feira, outubro 18, 2007

Descrição da arquitetura em tempo de execução e descrição da distribuição no RUP e OpenUP / Série Análise e Design - Parte 6

Conforme visto no artigo anterior (parte 5) da série Análise e Design, trataremos agora acerca da atividade Descrever a arquitetura em tempo de execução (Describe the Run-Time Architecture em inglês) e da atividade Descrever a distribuição (Describe Distribution em inglês).

Por que trato essas duas atividades em conjunto? Porque nós veremos que uma delas costuma não ser necessária para as atuais aplicações empresariais e a outra é bem simples.

Podemos resumir a atividade de Descrever a arquitetura em tempo de execução como aquela aonde modelamos os processos e threads de uma aplicação e como estes se comunicam. Essa é a atividade que não precisamos na maioria dos casos. Você poderia precisar dela se trabalhar em uma aplicação em que precise controlar explicitamente processos e threads. Como hoje em dia a maioria das aplicações empresariais usam plataformas que fazem esse controle pra gente "por baixo dos panos" (como as plataformas JEE e .NET), então ela é desnecessária. Essa atividade é que cria a famosa "Visão de Processo" do Modelo 4+1 do RUP.

Podemos resumir a atividade de Descrever a distribuição como aquela aonde modelamos os nós físicos nos quais uma aplicação é ou será instalada e configurada e como estes nós se comunicam. Essa atividade é que cria a famosa "Visão de Implantação" (Deployment) do Modelo 4+1 do RUP. Ela possui, basicamente, um ou mais diagramas de implantação (deployment) da UML 2. Essa é uma visão que será necessária para aquelas soluções que precisam de mais de um nó físico para executar (portanto, para uma solução que executa toda em um computador só, como um jogo de computador que não tem opção de conexão com rede ou Internet, ela não é necessária).

E é isso! Lembrando que esses artigos têm como objetivo dar uma visão geral e um contexto para essas atividades. Para que os desenvolvedores tenham uma idéia de quando fazer ou não uma atividade e porquê realizá-la. Isso porque o RUP e mesmo o treinamento de OOAD não esclarecem muito bem essas dúvidas essenciais. Para os detalhes (por exemplo, como criar um diagrama de implantação ou de processos) basta recorrer ao RUP ou ao treinamento de OOAD.

No próximo artigo trataremos da atividade de Design de Caso de Uso. Até a próxima!!!

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