segunda-feira, maio 25, 2009

Palestrante na Rational Software Development Conference 2009!

Entre os dias 31 de maio e 4 de junho acontece em Orlando, na Flórida, o IBM Rational Software Conference 2009, evento mundial da IBM Rational.

Eu serei palestrante no evento! O tema de minha palestra será sobre como as novas ferramentas da Rational ( o Rational Team Concert e o Rational Quality Manager) facilitam e agilizam o processo de desenvolvimento de um software embarcado utilizando C e/ou C++.

Escolhi o tema porque é uma área pouco tratada e que possui um alto nível de crescimento no Brasil e no mundo. Cada vez mais softwares são produzidos para aparelhos como satélites, telefones celulares, equipamentos de telecomunicação, equipamentos de carros de última geração e chips em geral.

Para a agenda e mais informações sobre as palestras do IBM Rational Software Conference 2009, acesse o site oficial do evento: www-01.ibm.com/software/rational/rsdc/

Confira as fotos com os papas da engenharia de software do mesmo evento realizado no ano passado:

segunda-feira, maio 18, 2009

Slides da Apresentação "Contratos e Scrum: The Good, The Bad and The Ugly" realizada no Brazil Scrum Gathering 2009

Minha apresentação com o título "Contratos e Scrum: The Good, The Bad and The Ugly" teve uma presença razoável e foi muito elogiada pelos que a assistiram.

Uma novidade, em relação a outras palestras minhas sobre contratos, foi a separação dos contratos em categorias relativas à adaptação para o mundo ágil. O contrato Good é o famoso contrato de escopo varíavel, ideal para o desenvolvimento ágil. O contrato Bad é o contrato de preço fixo, que na realidade é de preço, prazo e escopo fixo (e qualidade deslizante, normalmente para o fundo do poço :-) !), portanto o pior para usar numa situação que demanda processos ágeis.

Os contratos ugly são menos conhecidos: Aquisição Progressiva e contrato por métricas de tamanho, especialmente contratação de uma quantidade de pontos de função no início do projeto, mas sem um escopo com requisitos extremamente detalhados e assinados com sangue. São contratos que diminuem o receio do cliente de contratar no formato clássico escopo varíavel. Alguns agilistas mais extremos podem achar ruim usar pontos de função. Mas a realidade é que a análise de pontos de função pode se tornar exatamente a arma para conquistar mais projetos no formato ágil.

Quem tiver mais interesse sobre o assunto pode deixar seu comentário ou dúvida aqui ou então enviar por email para jose ponto papo arroba gmail ponto com.

A apresentação já está disponível no SlideShare.

quinta-feira, maio 07, 2009

Borland e Ativos de testes da Compuware adquiridos pela MicroFocus

Segundo notícia do Slashdot, a Borland será adquirida pela empresa inglesa MicroFocus por 75 milhões de dólares. Todos os produtos e linhas relacionadas a testes e qualidade de software da Compuware também serão adquiridas pela MicroFocus por 58 milhões de dólares.

Nesse momento de crise mundial, o que estamos vendo na indústria de software é uma crescente concentração. Empresas capitalizadas e com fluxo de caixa aproveitam os preços baixos de empresas com ações na bolsa que estão com dificuldades financeiras. Esse é um processo normal e saudável do capitalismo.

Como a MicroFocus possui soluções especialmente para mainframe, creio que irão continuar levando a linha de ALM ( Application Lifecycle Management ) para a frente. Vamos ver como eles irão racionalizar as linhas de produtos de testes, já que Borland e Compuware possuem linhas com funcionalidades core similares.

Mas realmente é o fim de uma era. A Borland iniciou seu processo atual de queda com a venda de sua linha de produtos para desenvolvimento. IDEs como C++ Builder, JBuilder e Delphi eram e ainda são muito usadas em várias partes do mundo. Porém era uma linha de negócios onde a Borland não tinha mais como competir, devido ao aparecimento de excelentes IDEs open source ou de baixíssimo custo.

Após vender sua linha de IDEs a Borland focou especialmente no mercado de ALM. Pode-se resumir as principais opções nesse mercado nas seguintes:

- Linha IBM Rational
- Linha Borland ALM
- Linha Microsoft Visual Studio Team System
- Soluções open source ou de baixo custo integradas

A estratégia da Borland foi focar no middle market. Sua solução de ALM não é cara como as da Rational e Microsoft mas não é barata como as open source. Essa aquisição da Borland sinaliza que a estratégia não funcionou tanto como o esperado.

Outro problema foi a concentração apenas no mercado de ALM. Com o desaquecimento da economia é claro que investimentos em soluções ALM deixam de ser as prioridades das empresas. Empresas como IBM e Microsoft sofrem menos impactos pois possuem outras linhas para se sustentar. Porém a Borland vinha gradativamente perdendo vendas e a consequência está aí: sua venda por um preço relativamente baixo para uma empresa inglesa.


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