O Fim do Taxímetro: Como transformar o obsoleto modelo de negócio baseado na taxa horária
Recomendo fortemente a leitura do artigo O Fim do Taxímetro do professor e ex-CEO da Ernst & Young Júlio Sergio Cardozo. Ele saiu na revista HSM Management de maio/junho de 2009.
O resumo do artigo, para interessar a todos da nossa área de Tecnologia da Informação e desenvolvimento de software: "Empresas de serviços profissionais, como firmas de consultoria e escritórios de advocacia, têm um imenso desafio pela frente, segundo Julio Sergio Cardozo, da UERJ e também consultor: transformar seu obsoleto modelo de negócio baseado na taxa horária."
Mais alguns insights muito bons:
"Profissionais altamente capacitados não foram treinados para ser máquinas de vender horas. Ainda há tempo para reagir e resgatar o prestígio e a nobreza profissional. Se quiser ser eficiente, venda horas; se quiser ser eficaz, cobre mais, ou melhor, por seu talento. Faça sua escolha."
"Observa-se que os gestores à frente das empresas que adotam a venda de horas como modelo de negócio vivem obcecados por obter a máxima utilização do contingente de profissionais, esquecendo-se do que é fundamental: empresas de serviços profissionais, como um negócio, um empreendimento, não existem para ser eficientes; elas existem para criar e perpetuar riqueza para seus sócios, oportunidades para os colaboradores e conhecimento valioso para os clientes."
"Por todas as razões elencadas até aqui, está mais do que na hora de as empresas de serviços profissionais aposentarem o timesheet e olharem em outra direção. Parece ser pacífico que seus clientes não estão comprando horas quando as contratam. Na verdade, compram resultados, expectativas, sentimentos prazerosos, esperança, sonhos, visão desejada do futuro e soluções para seus problemas que não necessariamente têm relação com o tempo despendido. Se, quando adquire um refrigerador, o consumidor não está preocupado com o tempo que a fábrica levou para produzi-lo, e sim com os benefícios proporcionados, a analogia também se aplica às firmas
de advogados e consultores."
Reforçando mais uma vez: leiam o artigo O Fim do Taxímetro. Mas aproveitem e repassem para seus colegas, gerentes, diretores e clientes. Vamos melhorar nosso mercado, adotando um modelo de negócio mais coerente com a alta capacitação intelectual que a Tecnologia da Informação exige.

5 Comentários:
Puxa.realmente.. uma coisa que não acreditava mais... valor ao lado humano... a metrica homem x hora (pra mim) nunca foi real...
Eficiencia é melhor..
Homem X Eficieta = - Horas trabalho ralizado com sucesso !!!
Muito legal o post, cara. Valeu pela dica. De onde venho, há uma meta de taxa de utilização de 96% (isto é, vc não pode nem tirar férias).
Grande Papo!
Enfim tem gente graúda atacando um dos maiores males do nosso mercado. Parabéns pelo espaço dedicado ao tema.
Peço-lhe licença para indicar um breve artigo que escrevi sobre o tema em abril do ano passado:
http://pfvasconcellos.blogspot.com/2008/04/trabalhando-em-casa-parte-ii-precificao.html
Abraços!
Papo,
Que bom que estamos acordando desse pesadelo do H/H (Homem/Hora)!
Interessante que eu escrevi um artigo exatamente sobre esse tema, no início de 2007, enquanto estava numa consultoria num cliente que me questionava exatamente sobre esse assunto... Eis a minha resposta a eles:
Valor hora? Isso já não serve mais...
Valeu pela referência!
Ótimo artigo mestre !
Quem trabalha como consultor tem pessima sensação quando atua como terceiro em cliente e tem que apontar atividades detalhadamente.
De quem "cobrarei" os 30 minutos que fique ocioso aguardando atividades ?
Abaixo o taximetro !
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